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Humanização do Atendimento Hospitalar
Com muita satisfação passo a fazer parte do conselho editorial desta renomada revista, ao lado de grandes expoentes da medicina de nosso país. Início lembrando de um grave problema que se acentua nos dias de hoje: a violência urbana, a pouca perspectiva de trabalho e condições de uma vida digna, a fome, e o grande número de pessoas doentes que lotam os prontos-socorros, ambulatórios e enfermarias.
São pessoas carentes, sem uma identidade bem definida, com falta de afeto e que se deparam com uma realidade muito dura: a doença e muitas vezes a falta de compreensão de quem os atende dificultando o binômio relação profissional de saúde-cliente.
Pensando nessa realidade cruel surgiu a idéia de torná-la mais amena, propiciando a tentativa de humanização do atendimento hospitalar na sua característica global.
Neste século tem sido constante o aparecimento em manchetes de jornais de crimes bárbaros praticados por filhos contra seus próprios pais, ou de tutores legais que agridem seus filhos, além de profissionais muitas vezes renomados da área médica que cometem barbáries, sem uma explicação lógica para tais fatos.
Tenho imenso prazer em divulgar numa revista científica com alcance de 15.000 exemplares um trabalho conjunto de uma sociedade composta por governo estadual, Secretaria Estadual de Saúde, diretoria de um grande hospital, seu corpo clínico, associação de voluntariado e seu principal interessado, a população representando a sociedade, buscando integração na modificação radical da realidade atual das internações hospitalares.
Neste número procuraremos apresentar de uma forma sucinta e objetiva um pouco da realidade do trabalho de humanização e tematização hospitalar, esperando que aqueles que o leiam tentem dar o máximo de si para que num futuro bem próximo possamos abrir os jornais e ler nas manchetes que não existem fome, nem favelas, nem pessoas mal atendidas nas portas dos hospitais.
Esperamos que esta filosofia de atendimento se insira em todas as instituições de saúde de nosso país, dignificando a nossa categoria profissional.
Dr. Alexandre Ely Campéas
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