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Recomendações Atuais na
Prevenção do Câncer no Brasil
Conferência Proferida no Simpósio Internacional -
Oncologia em 2002 Avanços e Futuro
(Hospital Mário Krôeff - RJ)
Dr. Ricardo César Pinto Antunes
Cirurgião Oncológico do Hospital dos Servidores Públicos do Estado
de São Paulo. Diretor do Instituto Paulista de Cancerologia. Coordenador Nacional
de Prevenção da Sociedade Brasileira de Cancerologia.
A Organização Mundial da Saúde aponta para cerca de dez milhões de novos casos de câncer anualmente, com 5 milhões de mortes em todo o mundo. E o pior, se medidas concretas nos programas de saúde preventiva não forem adotadas efetivamente, teremos 15 milhões de casos novos antes de 2020.
Com os conhecimentos atuais, sabe-se que a prevenção primária, através da diminuição da exposição populacional aos fatores de risco, pode reduzir em 1/3 o número de casos de câncer. E, se somarmos a prevenção secundária, com diagnóstico precoce, aumentamos para mais 1/3 a redução do número de casos de câncer.
É imprescindível a vontade e a capacidade política para execução de programas de prevenção, com a participação das organizações não-governamentais e do setor privado, com o objetivo comum de reduzir a morbidade e mortalidade por câncer.
A comunidade civil tem que ser motivada à mobilização favorável ao combate ao câncer, principalmente em países como o Brasil, que dispõe de recursos escassos, geralmente destinados para o diagnóstico e tratamento, e de sistemas públicos de atenção à saúde com limitações funcionais.
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