Linfonodo Sentinela e Cirurgia Oncológica

Destaques do III Congresso Internacional de Linfonodo Sentinela

Prof. Dr. Renato Santos de Oliveira Filho1
Prof. Dr. Alfredo Carlos S. D. Barros2


1 Professor Orientador da Disciplina de Cirurgia Plástica da EPM/Unifesp. Titular do Colégio Brasileiro
de Cirurgiões - Cirurgia Oncológica.
2 Professor Livre-Docente do Departamento de Ginecologia da FMUSP. Presidente da Federação
Latino-Americana de Mastologia.


A identificação e exame do linfonodo sentinela tem revolucionado a conduta de neoplasias em estádio inicial que dissemina preferencialmente pela via linfática. A proposta para o novo estadiamento para o melanona cutâneo contempla a biópsia de linfonodo sentinela para a classificação da categoria N (linfonodo).

No III Congresso Internacional de Linfonodo Sentinela foram apresentados vários trabalhos da aplicação desta técnica para melanoma, câncer de mama, câncer gastrointestinal, urológico, ginecológico e de cabeça e pescoço.

Especificamente em termos de câncer de mama, as novidades maiores foram as apresentações de trabalhos validando a biópsia de linfonodo sentinela em indicações não-convencionais. Mas os trabalhos que mais chamaram a atenção foram os relacionados à ciência básica.

Baseada na teoria de Virchow, a dissecção em bloco para controle do envolvimento linfático por tumores sólidos tem sido um dos mais importantes tópicos da cirurgia oncológica. O medo de micrometástases tem dado suporte para linfadenectomias extensas para erradicar a doença. Entretanto, o benefício destas cirurgias extensas ainda não é conhecido e a aplicação universal da cirurgia radical pode prejudicar a qualidade de vida.