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Prevenção da Pré-Eclâmpsia
Prof. Dr. Soubhi Kahhale1 Prof. Dr. Marcelo Zugaib2
1Professor Associado. Livre-Docente da FMUSP. Vice-Presidente da Região Sudeste
da Febrasgo (Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia).
2Professor Titular do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMUSP.
INTRODUÇÃO
A pré-eclâmpsia, principalmente nas suas formas graves, como a eclâmpsia e a síndrome Hellp, constitui a principal causa de morte materna no Brasil. Sua etiologia ainda é desconhecida. Aspectos imunológicos, genéticos e falha na placentação são atualmente aceitos unanimemente. Sua fisiopatologia envolve lesão endotelial difusa comprometendo a integridade do sistema vascular, a produção de vasodilatadores endógenos e a manutenção da anticoagulação. Há aumento da reatividade e permeabilidade vascular e ativação da coagulação com danos principalmente para os rins, sistema nervoso central, fígado e placenta; como resultado, as pacientes podem apresentar envolvimento de múltiplos órgãos com diferentes graus de gravidade (Kahhale & Zugaib, 1995).

Prof. Dr. Soubhi Kahhale |
A pré-eclâmpsia, principalmente nas suas formas graves, como a eclâmpsia e a síndrome Hellp, constitui a principal causa de morte materna no Brasil. Sua etiologia ainda é desconhecida. Aspectos imunológicos, genéticos e falha na placentação são atualmente aceitos unanimemente. Sua fisiopatologia envolve lesão endotelial difusa comprometendo a integridade do sistema vascular, a produção de vasodilatadores endógenos e a manutenção da anticoagulação.

Prof. Dr. Marcelo Zugaib |
A partir da década de 1980, dois aspectos foram importantes para o entendimento dessa grave patologia. A descoberta do envolvimento das prostaglandinas na fisiopatologia do aumento da reatividade vascular e a revelação de que a aspirina em doses baixas pode influenciar favoravelmente essa alteração e prevenir a pré-eclâmpsia em algumas mulheres. Assim nos últimos 25 anos, numerosas metanálises e trabalhos randomizados, duplos-cegos, alguns multicêntricos e com grande número de pacientes, utilizando métodos para corrigir o balanço das prostaglandinas ou deficiências dietéticas, foram publicados na tentativa de reduzir a incidência ou a gravidade da doença hipertensiva da gravidez.
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