BIÓPSIA HEPÁTICA
Colaboração de Maria Cecília Escanhoela
Departamento de Patologia da Unicamp.
Está indicada para todos os pacientes com hepatite C crônica, ALT elevada e PCR-VHC positivo, respeitando-se as condições clínicas e laboratoriais de segurança. Aos pacientes que evoluem com ALT normal, a biópsia poderá ser indicada a critério do médico assistente ou se houver evidência de acometimento do fígado na ultra-sonografia e/ou exames hematológicos.
O espécime deve ser coletado preferencialmente por punção percutânea guiada por ultra-sonografia e imediatamente colocado em formalina tamponada a 10%. O envio ao laboratório de patologia deve ser imediato e acompanhado dos dados clínicos e laboratoriais. Os fragmentos devem ser maiores que um centímetro e possuírem pelo menos 10 espaços-porta, devendo ser processados para as colorações de HE, Masson e Perls.
A análise deverá ser feita pela classificação da Sociedade Brasileira de Patologia e, se possível, pelo Sistema METAVIR, além do laudo descritivo com comentários sobre a qualidade do espécime. Especial atenção será deferida à esteatose, que deve ser mensurada, e à presença de siderose.
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