1. INTRODUÇÃO
Partimos da premissa de que o Consenso resulta de uma reunião de especialistas, neste caso de infectologistas, da Sociedade Paulista de Infectologia, que, baseados nos dados da literatura nacional e internacional disponíveis até o momento e na experiência de seus serviços, propõem princípios para o manuseio e tratamento da hepatite por VHC, considerados os mais adequados, neste momento e neste local. Estes conceitos devem ser revistos periodicamente ou toda vez que surgir um fato novo relevante, no que diz respeito a essa doença.
As conclusões exaradas por este Consenso não envolvem nenhuma obrigatoriedade por parte das autoridades da área da saúde, porém indicam, na visão desses especialistas, qual seria a abordagem ideal do problema, neste momento.
Antonio Alci Barone
Presidente da Sociedade Paulista de Infectologia
O consenso que apresentamos a seguir iniciou-se na cidade do Rio de Janeiro em dezembro de 2001, durante o congresso da Sociedade Brasileira de Infectologia. Fazíamos uma reunião da diretoria da SPI discutindo nosso próximo congresso, quando sugeri que o tema principal desse fosse a hepatite C, apresentando o consenso da SPI sobre o tema. A proposta foi aceita e partimos para o trabalho. Confesso que notei algum descrédito sobre a possibilidade de executar a tarefa, mas as pessoas desconheciam a capacidade de união e trabalho conjunto dos grupos envolvidos. Assim, após algumas reuniões, vários e-mails e uma reunião de trabalho de dia inteiro na cidade de Bragança Paulista, surge o consenso.
Aos meus amigos Barone, Focaccia e Fernando, minha gratidão pela acolhida, pela pronta colaboração e pelo respaldo na execução do consenso, que sem o peso de seus grupos e a vossa marca não representaria muito, seria apenas mais uma revisão sobre o tema. No entanto, desprovidos de qualquer ato ou mostra de superioridade e arrogância, se puseram como iguais e, junto a nós, da jovem guarda, entusiasticamente suaram a camisa e facilitaram meu trabalho na organização deste consenso. E, à jovem guarda, que possamos seguir os passos de nossos mestres, mantendo a tradição e liderança diante dessa doença que certamente um dia vamos vencer.
Evaldo Stanislau Affonso de Araújo
Tesoureiro da Sociedade Paulista de Infectologia |
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