Doenças Infecciosas: Prevenção, Controle e Tratamento
Entrevista com o Prof. Dr. Dirceu B. Greco
Professor Titular, Departamento de Clínica Médica UFMG.
Presidente da ComissãoCientífica do XIV Congresso Brasileiro de Infectologia.
Por Luciana Rodriguez

Prof. Dr. Dirceu B. Greco |
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Em 2005 será realizada mais uma edição do Congresso Brasileiro de Infectologia. Assim como ocorreu nas versões anteriores deste evento, importantes especialistas estarão reunidos para trocar experiências sobre temas diversificados e atuais da infectologia. O 14º Congresso Brasileiro de Infectologia será realizado em Belo Horizonte, Minas Gerais, entre os dias 26 e 30 de novembro. O evento será realizado pelas Sociedades Brasileira e Mineira de Infectologia. Um dos envolvidos na organização, o Prof. Dirceu Greco, Presidente da Comissão Científica do congresso, adiantou alguns detalhes sobre o evento nesta entrevista à revista Prática Hospitalar.
Prática Hospitalar - O 14º Congresso Brasileiro de Infectologia terá um tema central?
Prof. Dr. Dirceu B. Greco - A decisão da Comissão Científica desta edição do Congresso Brasileiro de Infectologia foi propiciar uma discussão ampla dos diversos aspectos da prevenção, controle e tratamento das várias patologias infecciosas prevalentes no Brasil, sem ênfase específica em qualquer delas.
P. H. - Quais serão as principais abordagens do evento?
Dr. Greco - O Programa Científico é abrangente, com participação de pesquisadores brasileiros e convidados internacionais de alto nível, buscando interação destes com os diversos grupos brasileiros, com o médico que enfrenta os problemas na prática diária e com os pós-graduandos da especialidade e de áreas afins.
P. H. - Quais os critérios utilizados pela Comissão Científica do evento para definição dos temas?
Dr. Greco - O programa foi estabelecido após ouvir as regionais da Sociedade Brasileira de Infectologia, das representações das sociedades afins, das universidades, de institutos de pesquisa e do Ministério da Saúde.
P. H. - Qual será o público-alvo do evento?
Dr. Greco - O Congresso tem por objetivo envolver acadêmicos, residentes, pós-graduandos, médicos e outros profissionais de saúde, pesquisadores, professores e gestores interessados em expandir seus conhecimentos na área de infectologia, visando melhorar a saúde pública brasileira.
P. H. - O evento terá algum diferencial em relação a suas versões anteriores?
Dr. Greco - Além das conferências magnas, mesas-redondas, atividades interativas, estamos inovando com um formato de miniconferências com profissionais de grande experiência antecedendo as apresentações e relacionadas aos temas livres aprovados. Isto visa aumentar a possibilidade de maiores discussões com valorização das atividades em andamento nas diversas instituições brasileiras.
P. H. - De que maneira serão abordados temas como aids e hepatite C?
Dr. Greco - Estas duas patologias, graves, com expansão ainda preocupante e de difícil controle, serão muito enfatizadas no Congresso, tanto como patologias isoladas como em sua muito preocupante associação.
P. H. - Quais as novidades terapêuticas que este evento irá abordar?
Dr. Greco - Todos os aspectos da epidemiologia, métodos de controle, fisiopatologia, novas terapias e vacinas serão abordados nas diversas atividades programadas do Congresso.
P. H. - Quais serão as discussões propostas em relação à resistência bacteriana?
Dr. Greco - Além da ênfase na discussão dos métodos para diminuir os riscos de novas cepas resistentes, haverá abordagem da farmacocinética, dos mecanismos de escape, das novas ferramentas diagnósticas e alternativas terapêuticas.
P. H. - Na sua opinião, quais são hoje os grandes desafios enfrentados pelos infectologistas e qual a atenção que o evento dará a estas questões?
Dr. Greco - Os desafios dos infectologistas se confundem com os desafios da saúde pública e com os problemas do empobrecimento de nossa população e diminuição do investimento para acesso a saneamento adequado, água de boa qualidade e programas eficazes de vacinação. Eventos como este têm papel fundamental no enfrentamento de todos estes problemas e especialmente a infectologia tem história e vocação para contribuir com a melhoria das condições de saúde da população. O Congresso se envolverá com a discussão destes assuntos, além de enfocar também as doenças emergentes e reemergentes. Aproveito para convidar todos os interessados para vir a Belo Horizonte para o 14º Congresso da Sociedade Brasileira, que comemora os 25 anos da Sociedade Brasileira de Infectologia. Além do programa científico bem cuidado, abrangente e com docentes de alto nível, o clima ameno da cidade e a hospitalidade mineira também estarão incluídos.