VI Sul Encontro de Controle de Infecção:
No Contexto da Qualidade

Abertura do VI Sul Encontro de Controle de Infecção, em Gramado, RS. |
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Entre os dias 8 e 11 de junho de 2005, Gramado, RS, foi cenário de mais um caloroso encontro entre especialistas ligados à área de infecção hospitalar do país: o VI Sul Encontro de Controle de Infecção e III Encontro Gaúcho de Microbiologia Aplicada ao Controle de Infecção. O evento promovido pela Associação Gaúcha de Infecção Hospitalar (AGIH) já é referência na área de infectologia hospitalar do país. O alto nível de discussão das apresentações revelou a vasta e importante experiência dos especialistas convidados, o que proporcionou uma constante troca de idéias e uma atualização científica bastante significativa.
“Além do Sul Encontro de Controle de Infecção ser um evento marcante para o controle de infecção, pois intercala o Congresso Brasileiro de Controle de Infecção, seu menor porte, aliado à organização e acolhida da AGIH e Andréia Brum Eventos, proporciona maior aproximação dos congressistas, favorecendo o intercâmbio de experiên-cias profissionais, além de início de novas amizades e reencontros. Todas as noites há imperdíveis confraternizações. Infelizmente, mesmo em sua VI edição, em Gramado, a neve tão esperada não apareceu, foi substituída por um calor de 16 a 28 graus Celsius”, comenta a enfermeira Maria Edutania Skorski Castro, enfermeira do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná e do Hospital de Otorrinolaringologia, em Curitiba, PR, e vice-presidente da Associação Paranaense de Controle de Infecção Hospitalar.
O evento também promove uma grande participação de microbiologistas, propiciando a integração destes com os profissionais de controle de infecção hospitalar. O VI Encontro também foi uma oportunidade para a realização de reunião da Associação Brasileira de Profissionais em Controle de Infecção e Epidemiologia Hospitalar (ABIH).
A sessão de abertura do encontro foi contemplada, brilhantemente, com a palestra do Dr. Antonio Tadeu Fernandes (SP) sobre marketing e qualidade no controle das infecções hospitalares.
TEMAS DE DESTAQUE
Na opinião da enfermeira Maria Edutania, a programação científica foi marcada por três temas do momento: “O reprocessamento de artigos de uso único; dificuldades e limitações da prática do controle de infecção na adesão dos profissionais às medidas de precauções e o controle da destituição das precauções. Multirresistência de microrganismos, procedimentos invasivos e infecções fúngicas também foram explorados em atividades sobre prevenção e controle de infecção em Unidades de Terapia Intensiva, destacando-se as pneumonias relacionadas à ventilação mecânica, maior freqüência de agentes multirresistentes em colonizações e infecções. Custos, qualidade e marketing em controle de infecção são temas imprescindíveis para nossa prática, por isso também foram destaque no VI Sul Encontro de Controle de Infecção Hospitalar”, destaca Maria Edutania.
A vice-presidente da Associação Paranaense de Controle de Infecção Hospitalar destaca dois temas abordados pela Dra. Marta F. de Fátima Fragoso (PR).

Loriane Konkewicz (à esq.), Dra. Teresa Sukiennik e Dra. Marta Fragoso. |
Durante a apresentação sobre investigação e controle de surto de infecção hospitalar, coordenada pela Dra. Teresa Sukiennik (RS), Dra. Marta Fragoso ressaltou que o desempenho efetivo das ações dos profissionais do controle de infecção hospitalar é demonstrado na habilidade de investigar e controlar surtos desses eventos adversos. Segundo ela, surtos são a parcela das infecções hospitalares realmente passíveis de controle, ou seja, são a razão de investimentos em equipes qualificadas em epidemiologia, estatística e experiência em infectologia clínica. Além disso, surtos apresentam impacto dramático na dinâmica global da assistência à saúde e são eventos adversos esperados, os quais são prioridades enquanto prevenção de fatores de risco ou de controle quando identificados, através da rotina prospectiva de vigilância epidemiológica por busca ativa de casos. “Pela apresentação, todos os eventos de controle de infecção hospitalar devem dar destaque a este tema, que foi muito bem conduzido no VI Sul Encontro.
A Dra. Marta Fragoso apresentou as etapas de investigação, exemplificando com situações concretas de sua vivência como epidemiologista hospitalar, e a enfermeira Loriane Konkewicz (RS) apresentou duas investigações de surtos sob sua coordenação, com ênfase na metodologia, ações de controle e resultados”, revela Maria Edutania.

Enfa. Maria Edutania Skorski Castro |
O primeiro exemplo apresentado pela enfermeira Loriane Konkewicz foi sobre um surto de infecções causadas por Burkholderia cepacia que acometeu seis pacientes internados no CTI do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, com desfecho de cinco óbitos. Após rigorosa investigação epidemiológica, foi evidenciada como fonte causadora do surto a solução aromatizante bucal usada nesses pacientes, que estava contaminada pelo mesmo patógeno, comprovado por técnica de biologia molecular. A rapidez e agilidade da equipe de controle de infecção na resolução do surto permitiu que o mesmo fosse erradicado dentro de duas semanas. Outro exemplo de surto mostrado por Loriane Konkewicz foram enterocolites necrosantes em recém-nascidos internados na UTI neonatal do mesmo hospital. Esse tipo de surto, conforme descreveu a enfa. Loriane, deixa a equipe de controle de infecção e a equipe médica e de enfermagem muito ansiosas, pois a cada dia que passa morrem mais crianças. Nesse exemplo, foi demonstrado que a ampla e completa revisão de todos os processos assistenciais permitiu que o surto fosse erradicado.
Outro tema importante e muito discutido na atualidade apresentado pela. Dra Marta Fragoso, Dr. Edwal A. Campos Rodrigues (SP) e das enfermeiras Kazuko Graziano (SP) e Eliane Molina (SP), foi Uso e Reuso: aspectos polêmicos. “Este foi o tema de maior impacto no VI Sul Encontro, pois os participantes desta mesa de discussão abordaram o reprocessamento no mundo, aspectos técnicos dos procedimentos associados ao reprocessamento e os dilemas Éticos e Legais. A sessão teve auditório lotado além de sua capacidade e a discussão se estendeu além do prazo fixado pela programação”, apesar de toda a rigidez na organização, conta a vice-presidente da Associação Paranaense de Controle de Infecção Hospitalar, Maria Edutania.
Na opinião dela, toda essa expectativa é compreensível, uma vez que as normas nacionais que regem este assunto estão desatualizadas e por mais de 17 anos obsoletas. “A legislação proposta como Consulta Pública não se consolidou até o momento, por várias razões. No entanto, está quase concluída (?) e trazendo dilemas quanto à aspectos econômicos dos Serviços de Saúde e suas fontes pagadoras, aspectos técnicos de garantia da qualidade e segurança, responsabilidades e aspectos éticos, ecológicos e outras reflexões muitas vezes esquecidas e que permeiam os meandros ético-legais da relação profissional de saúde-cliente (não mais tão paciente!) em um país subdesenvolvido não apenas economicamente, mas principalmente em responsabilidade social!”, enfatiza a enfermeira.
PROGRAMAÇÃO ATUAL E DIVERSIFICADA
O evento também contou com sessões interativas, que já representam uma tradição desses encontros. Nessas sessões, os palestrantes fazem perguntas ao grande público, que são respondidas de forma interativa através de aparelhos de controle remoto, lançando os resultados estatísticos no telão. Isso propicia uma ampla discussão entre os palestrantes e o público. As sessões interativas abordaram temas como tratamento de materiais, antibioticoterapia, pediatria e neonatologia e microbiologia.
Para o Prof. Dr. Adão Machado, médico do Serviço de Controle de Infecção do Hospital Independência, Complexo Hospitalar ULBRA, em Porto Alegre RS, professor do curso de pós-graduação em Farmácia Hospitalar do Instituto de Administração Hospitalar e Ciências da Saúde do Rio Grande do Sul e consultor da Anvisa e do Instituto do Câncer Infantil de Porto Alegre, a programação do VI Sul Encontro foi rica em opções para os diversos profissionais que trabalham em controle de infecção hospitalar. “Especificamente para os médicos, muitas atividades proporcionaram atualização e discussão em temas de grande interesse atual”, diz o Prof. Dr. Adão Machado, que seleciona e comenta a seguir com exclusividade algumas das apresentações ocorridas no evento.
Princípios de resistência bacteriana
No curso pré-congresso sobre resistência bacteriana coordenado por Teresa Sukiennik (RS), a microbiologista Ana Lúcia Gonçalves (RS) apresentou dados sobre prevalência e identificação laboratorial de resistência em Gram-negativos, incluindo dados de sua dissertação de mestrado sobre metalobeta-lactamases em Pseudomonas aeruginosa; a Dra. Carolina Ponzi (RS) discutiu prevalência e mecanismos de resistência em Gram-positivos, enfatizando estafilococos e enterococos; e eu apresentei histórico da resistência bacteriana e impacto das diversas drogas sobre a seleção da resistência. Durante os debates destacou-se a preocupação com a qualidade dos produtos disponíveis nos hospitais, já que muitos deles adquirem medicamentos levando em consideração apenas o preço. A utilização de antimicrobianos similares (nem genéricos, nem marcas de referência), sem garantia de bioequivalência, traz risco de falha terapêutica e aceleração da resistência bacteriana.

Márcio Nucci (à esq.), Dra. Teresa Sukiennik e Rosana Richtmann. |
Candidíase em UTI: aspectos polêmicos
Em mesa de discussão sobre aspectos polêmicos de candidíase em UTI, o Dr. Márcio Nucci (RJ) e a Dra. Rosana Richtmann (SP) fizeram palestras de altíssimo nível, com dados recentes sobre prevalência e manejo dessa situação clínica. Falando sobre pacientes adultos, o Dr. Márcio apresentou dados ainda não publicados do estudo “Candidemia Brasil”, que é realizado em 13 hospitais de 10 Estados. Em mais de 700 episódios analisados de candidemia, o dado mais notável foi a identificação de apenas uma cepa de Candida resistente a fluconazol (era uma cepa de C. glabrata). A Dra. Rosana discutiu candidemia em UTI pediátrica e neonatal, destacando o alto risco para infecções invasivas por Candida na população de recém-nascidos prematuros e de muito baixo peso. Ela enfatizou a necessidade de suspeitar e diagnosticar precocemente, retirar cateteres e debateu o problema de que há poucas opções de tratamento, já que as doses de antifúngicos mais recentes, como voriconazol e caspofungina, não estão determinadas para esses pacientes.

Prof. Dr. Adão Rogério L. Machado |
Pneumonia associada à ventilação mecânica e culturas quantitativas
Na discussão coordenada por Afonso Barth (RS), o infectologista Dr. Gabriel Narvaez (RS) e o microbiologista Cícero Dias (RS) discutiram pneumonias associadas à ventilação mecânica, com especial destaque para a importância das culturas quantitativas de aspirado traqueal. Estudos recentes mostram que uma cultura com mais de um milhão de bactérias por grama de secreção tem sensibilidade e especificidade comparáveis ou superiores a métodos invasivos e mais dispendiosos para coleta de material, como lavado broncoalveolar e escovado protegido.
Administração de custos no CIH
A administração de custos em controle de infecção hospitalar foi tema de uma das mesas-redondas mais interessantes. A microbiologista Cássia Zoccoli (SC) abordou os desafios de fazer uma boa microbiologia gastando pouco, e apresentou maneiras de otimizar o trabalho e o rendimento de materiais. O Dr. Luis Henrique Mello (SC) apresentou dados sobre o impacto de programas de controle de antimicrobianos sobre os gastos hospitalares, ficando claro que investir em programas desse tipo proporciona excelente retorno financeiro para as instituições, sem prejudicar a qualidade do atendimento aos pacientes. A enfermeira Loriane Konkewicz (RS) mostrou como as enfermeiras de controle de infecção têm um papel importante no controle de custos, atuando na seleção de materiais a serem utilizados na instituição, na detecção e controle de infecções e surtos e na identificação de “falsos baratos” (materiais e condutas que à primeira vista são pouco dispendiosos, mas que, durante sua utilização, revelam-se mais consumidores de recursos que outras alternativas).
Já a farmacêutica Helvia Körtig (RS) descreveu as atividades do Serviço de Farmácia que podem otimizar a despesa com medicamentos e anti-sépticos.
Novos mecanismos de resistência em Gram-negativos e opções terapêuticas
Tive o prazer de coordenar uma mesa de discussão sobre bactérias Gram-negativas, em que o microbiologista Afonso Barth (RS) mostrou novos mecanismos de resistência e o Dr. Alexandre Zavascki (RS) apresentou opções terapêuticas. Afonso Barth destacou beta-lactamases de espectro estendido, redução de permeabilidade, bombas de efluxo e metalobeta-lactamases como mecanismos importantes de resistência em Gram-negativos, com prevalência crescente em nosso meio. Dr. Alexandre Zavascki alertou para a falta de desenvolvimento de novas drogas com atividade para Gram-negativos e para a necessidade de utilização otimizada dos antimicrobianos atualmente disponíveis. Entre os recursos citados, destacou o uso de beta-lactâmicos em intervalos curtos de dose ou em infusão contínua, e o uso de combinação de drogas contra Pseudomonas aeruginosa. Este último tema gerou debate, já que a literatura e os especialistas não são uniformes sobre o assunto. Dr. Zavascki também abordou o uso da polimixina B como alternativa para germes multirresistentes e o advento de algumas drogas novas, como tigeciclina e doripenem. A tigeciclina é um derivado da minociclina com atividade contra enterobactérias (inclusive as produtoras de ESBL), Acinetobacter (inclusive resistentes a carbapenêmicos), Stenotrophomonas, Burkholderia cepacia, anaeróbios em geral e cocos Gram-positivos, incluindo enterococos resistentes à vancomicina e estafilococos resistentes à oxacilina. É uma droga pouco tóxica e recentemente foi aprovada nos EUA. O doripenem é um carbapenêmico um pouco mais ativo que os atualmente disponíveis, mas não traz vantagens significativas em termos de resistência bacteriana.
Atualização em infecções estafilocócicas
Em mesa-redonda sobre atualização em infecções estafilocócicas, a microbiologista Larissa Lutz (RS) apresentou os mecanismos de resistência dos estafilococos a beta-lactâmicos, macrolídeos, lincosaminas e glicopeptídeos, enfatizando a necessidade de uma boa microbiologia para detectar mecanismos como o de resistência indutível à clindamicina e a heterorresistência à vancomicina. Apresentou também os novos pontos de corte para resistência a quinolonas e discutiu o uso do disco de cefoxitina para detecção de resistência à oxacilina. O Dr. Luis Mello (SC) discutiu os méritos e os defeitos das opções terapêuticas, deixando claro que a oxacilina é a melhor opção de tratamento para germes sensíveis; os glicopeptídeos e as oxazolidinonas devem ser reservados para situações em que haja resistência à oxa ou quando esta não possa ser utilizada (por exemplo, em pacientes alérgicos). A enfermeira Juliana Prates (RS) apresentou as medidas de controle, incluindo isolamento dos portadores e descolonização com mupirocina.

Dr. Luis Henrique Mello (da esq. para a dir.), Laura Berquó, Juliana Prates e Larissa Lutz. |
Farmacoeconomia em controle de infecção hospitalar
O Dr. Guilherme Sander (RS), na palestra sobre farmacoeconomia em controle de infecção hospitalar, discorreu sobre a necessidade de conhecer e aplicar os métodos farmacoeconômicos quando da análise de produtos como antimicrobianos: por exemplo, dois produtos podem ter custos de aquisição semelhantes, mas terem custo final muito diferente, se um deles demandar mais utilização de recursos humanos e materiais para administração, ou se tiver mais efeitos adversos.
Antimicrobianos: política de uso, farmacodinâmica e indicadores de consumo
Os antimicrobianos foram o tema da sessão interativa que contou com a participação da Dra. Denuza Witgen (RS). Na sessão, ela apresentou casos clínicos em que a tomada de decisão terapêutica foi esmiuçada em detalhes, incluindo comparações de agentes antimicrobianos em termos de eficácia, farmacocinética, farmacodinâmica e custos. Ao abordar uso de antifúngicos, destacou o uso de anfotericina B em infusão contínua, método que diminui a toxicidade de forma significativa, sem alterar o resultado terapêutico; pode ser uma alternativa quando voriconazol, caspofungina e preparações lipídicas de anfotericina B não possam ser utilizados. O Dr. Guilherme Sander (RS) discutiu os indicadores de consumo de antimicrobianos nos hospitais, destacando que não há indicadores perfeitos: mesmo a dose diária definida (DDD), que é o indicador mais utilizado, revela-se inadequada para comparar hospitais que atendam populações muito diferentes. Eu apresentei algumas questões sobre controle de antimicrobianos, incluindo estratégias de implantação de um programa e quais drogas restringir.
Novas maneiras de utilizar velhos antimicrobianos
Os Drs. Gabriel Narvaez (RS) e Gilberto Barbosa (RS) apresentaram uma interessante discussão sobre novas maneiras de usar velhos antimicrobianos. Os dois especialistas discorreram sobre mudanças nas doses, intervalos de doses e novas indicações de antimicrobianos disponíveis há muito no mercado. Foram discutidas ainda a administração de aminoglicosídeos em dose única diária e beta-lactâmicos e anfotericina em infusão contínua.
Infecções fúngicas em imunossupressos
Em mesa sobre infecções fúngicas em imunossupressos, Dr. Márcio Nucci (RJ) falou sobre fungos filamentosos, com destaque para a epidemiologia de Aspergillus, Mucor e Fusarium, fungos freqüentes e de grande morbidade e mortalidade nessa população de pacientes. Eu abordei as leveduras, apresentando dados epidemiológicos nacionais e internacionais, fatores de risco e as opções terapêuticas disponíveis. Já a enfermeira Nádia Kuplich (RS) discorreu sobre métodos e rotinas para controle de infecções em pacientes imunodeprimidos, com ênfase em aspergilose.
Higienização das mãos
O evento teve como última palestra o tema higienização das mãos, que ainda representa o maior cuidado na prevenção das infecções hospitalares. A palestra foi proferida pela enfermeira Julia Kawagoe (SP), do Hospital Albert Einstein, cujo tema foi defendido em sua tese de doutorado, no ano passado, sob orientação da enfermeira Kazuko Graziano.
PRÓXIMOS EVENTOS
No final, o evento ainda serviu para a divulgação do próximo Congresso Brasileiro de Infecções Hospitalares, que acontecerá em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, entre os dias 11 e 15 de setembro de 2006, sob a coordenação da enfa. Maria de Lourdes Ravanello (CCIH do Hospital Moinhos de Vento Porto Alegre).
Esperamos contar mais uma vez com um grande número de profissionais interessados no tema “infecção hospitalar” nos próximos eventos, tanto no Congresso Brasileiro de 2006 quanto no próximo Sul Encontro de Infecções Hospitalares de 2007, em Gramado RS. Até lá!
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O Aconchegante Sul Encontro
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Dr. Claudio Stadñik |
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A Associação Gaúcha de Profissionais em Controle de Infecção (AGIH) foi fundada em 1983, por um grupo de “visionários” que acreditavam na importância do Controle de Infecção e na necessidade de manter-se unido para desenvolver o conhecimento na área e defender as opiniões do grupo perante a sociedade. Coerente com essa linha de pensamento, plantou-se a semente de um evento, onde a idéia inicial seria congregar os três Estados do sul do Brasil, o Sul Encontro de Controle de Infecção.
Em junho, celebramos a sexta edição do Sul Encontro, e aquela semente desenvolveu raízes e cresceu, fortalecendo-se no contexto nacional como o segundo grande evento em controle de infecção após o Brasileiro, que ocorre em anos alternados com o Sul Encontro.
O evento, que aconteceu na hospitaleira Serra Gaúcha, manteve suas principais características, aprimorando a qualidade científica, alternando conhecimentos básicos com os pontos mais críticos da área. Além disso, tentou trazer conhecimentos de outras áreas que têm se tornado indispensáveis para realizar um controle de infecção de qualidade, como a palestra de abertura proferida pelo nosso querido professor Dr. Antônio Tadeu Fernandes (SP), “Qualidade e Marketing”, que conseguiu nos mostrar o ciclo do envolvimento desses dois aspectos. Houve também uma mesa somente sobre como medir e utilizar a análise dos custos, para “vender nosso peixe”, como disse o Dr. Luis Henrique Mello (SC) em sua palestra. Em todas as mesas houve uma preocupação de envolver o tema central: Qualidade na Realidade Econômica; afinal, essa é a maior dificuldade das nossas instituições, pois muitas vezes sabemos como fazer com qualidade, mas como fazer isso com a escassez de recursos que atinge nosso sistema de saúde?
Finalmente, talvez a característica que mais atrai seus participantes, é o aconchego de reunir “experts” com iniciantes num ambiente acolhedor, cheio de emoção, mas alicerçado no conhecimento científico e ético.
Esperamos que esse evento continue a fortalecer seu tronco e espalhar seus ramos de conhecimento para toda nossa comunidade nesta área tão importante como o controle de infecção. Aguardamos todos novamente no próximo, em 2007. Até lá.
Dr. Claudio Stadñik
Presidente do VI Sul Encontro de Controle de Infecção |
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