Meronem
APRESENTAÇÃO: MERONEM IV é apresentado em frasco-ampola, como pó branco estéril, contendo 500 mg ou 1,0 g de meropenem anidro para reconstituição. As embalagens disponíveis consistem em cartuchos com 10 frascos-ampolas.







USO PEDIÁTRICO E ADULTO - INFORMAÇÕES AO PACIENTE - Ação esperada do medicamento: A melhora dos sintomas é observada com o decorrer do tratamento. Cuidados de armazenamento: MERONEM IV deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15oC e 25oC). As soluções de MERONEM IV devem ser utilizadas assim que possível e não devem ser congeladas. Prazo de validade: O prazo de validade de MERONEM IV é de 3 anos, contados a partir da data de fabricação indicada na embalagem externa. Não use medicamentos com prazo de validade vencido. Gravidez e lactação: Em caso de gravidez ou amamentação, antes ou durante o tratamento, o médico responsável deve ser informado. Cuidados de administração: Use MERONEM IV de acordo com as instruções de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Interrupção do tratamento: Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Reações adversas: Durante o tratamento com MERONEM IV podem ocorrer as seguintes reações adversas: náusea, vômito, diarréia e erupção cutânea. Ocasionalmente foi relatada inflamação no local da injeção. No caso destas ou de outras reações desagradáveis, o médico responsável deve ser informado. TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS. Ingestão concomitante com outras substâncias: Enquanto estiver em tratamento com MERONEM IV, não tome nenhum outro medicamento sem o consentimento do seu médico. Contra-indicações: Pacientes com história de alergia às penicilinas ou a outros antibióticos devem comunicar esse fato ao médico antes de iniciar o tratamento com MERONEM IV. Efeitos sobre a capacidade de dirigir autos ou operar máquinas: Não há dados disponíveis, mas não se pode antecipar que o meropenem afetará a capacidade para dirigir autos ou operar máquinas. NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE. INFORMAÇÕES TÉCNICAS - Propriedades farmacodinâmicas - Meropenem é um antibiótico carbapenêmico para uso parenteral que é estável à deidropeptidase-I humana (DHP-I). Meropenem exerce sua ação bactericida através da interferência com a síntese da parede celular bacteriana. A facilidade com que penetra nas células bacterianas, seu alto nível de estabilidade a todas as beta-lactamases e sua notável afinidade pelas proteínas ligantes de penicilina (PBPs) explicam a potente atividade bactericida de meropenem contra um amplo espectro de bactérias aeróbicas e anaeróbicas. As concentrações bactericidas estão geralmente dentro do dobro da diluição das concentrações inibitórias mínimas (CIMs). Meropenem é estável em testes de susceptibilidade, que podem ser realizados utilizando-se o sistema de rotina normal. Testes in vitro mostram que meropenem pode atuar de forma sinérgica com vários antibióticos. Demonstrou-se que meropenem, tanto in vitro quanto in vivo, possui um efeito pós-antibiótico contra organismos gram-positivos e gram-negativos. Um conjunto de critérios de susceptibilidade de meropenem são recomendados baseados na farmacocinética e na correlação de resultados clínicos e microbiólogicos com o diâmetro da zona e a concentração inibitória mínima (CIM) do organismo infectante.







O espectro anti-bacteriano in vitro de meropenem inclui a maioria dos organismos gram-positivos e gram-negativos clinicamente significantes e cepas de bactérias aeróbicas e anaeróbicas conforme relação abaixo: Grampositivos aeróbios: Bacillus spp.; Corynebacterium diphtheriae; Enterococcus faecalis, Enterococcus liquifaciens, Enterococcus avium, Erysipelothrix rhusiopathiae; Listeria monocytogenes; Lactobacillus spp.; Nocardia asteroides; Staphylococcus aureus (penicilinase-negativos e positivos); Staphylococci (coagulasenegativos), incluindo: Staphylococcus epidermidis, Staphylococcus saprophyticus, Staphylococcus capitis, Staphylococcus cohnii, Staphylococcus xylosus, Staphylococcus warneri, Staphylococcus hominis, Staphylococcus simulans, Staphylococcus intermedius, Staphylococcus sciuri, Staphylococcus lugdunensis; Streptococcus pneumoniae (sensível e resistente a penicilina), Streptococcus agalactiae, Streptococcus pyogenes, Streptococcus equi, Streptococcus bovis, Streptococcus mitis, Streptococcus mitior, Streptococcus milleri, Streptococcus sanguis, Streptococcus viridans, Streptococcus salivarius, Streptococcus morbillorum, Streptococcus cremoris, Streptococcus Grupo G , Streptococcus Grupo F; Rhodococcus equi. Gramnegativos aeróbios: Achromobacter xylosoxidans; Aci-netobacter anitratus, Acinetobacter lwoffii, Acinetobacter baumannii, Acinetobacter junii, Acinetobacter haemolyticus; Aeromonas hydrophila, Aeromonas sorbria, Aeromonas caviae; Alcaligenes faecalis; Bordetella bronchiseptica; Brucella melitensis; Campylobacter coli, Campylobacter jejuni; Citrobacter freundii, Citrobacter diversus, Citrobacter koseri, Citrobacter amalonaticus; Enterobacter aerogenes, Enterobacter agglomerans, Enterobacter cloacae, Enterobacter sakazakii; Escherichia coli, Escherichia hermannii; Gardnerella vaginalis; Haemophilus influenzae (incluindo espécies betalactamase-positivas e resistentes a ampicilina); Haemophilus parainfluenzae, Haemophilus ducreyi; Helicobacter pylori; Neisseria meningitidis, Neisseria gonorrhoeae (incluindo espécies betalactamase-positivas, resistentes a penicilina e a espectinomicina); Hafnia alvei; Klebsiella pneumoniae, Klebsiella aerogenes, Klebsiella ozaenae, Klebsiella oxytoca; Moraxella (Branhamella) catarrhalis; Morganella morganii; Proteus mirabilis, Proteus vulgaris, Proteus penneri; Providencia rettgeri, Providencia stuartii; Providencia alcalifaciens; Pasteurella multocida; Plesiomonas shigelloides; Pseudomonas aeruginosa, Pseudomonas putida, Pseudomonas alcaligenes, Pseudomonas cepacia, Pseudomonas fluorescens, Pseudomonas stutzeri, Pseudomonas pickettii, Pseudomonas pseudomallei, Pseudomonas acidovorans; Salmonella spp. (incluindo Salmonella enteritidis/typhi); Serratia marcescens, Serratia liquefaciens, Serratia rubidaea; Shigella sonnei, Shigella flexneri, Shigella boydii, Shigella dysenteriae; Vibrio cholerae, Vibrio parahaemolyticus, Vibrio vulnificus; Yersinia enterocolitica. Bactérias anaeróbias: Actinomyces odontolyticus, Actinomyces meyeri, Actinomyces israellii; BacteroidesPrevotellaPorphyromonas spp., Bacteroides fragilis, Bacteroides vulgatus, Bacteroides variabilis, Bacteroides pneu-mosintes, Bacteroides coagulans, Bacteroides uniformis, Bacteroides distasonis, Bacteroides ovatus, Bacteroides thetaiotaomicron, Bacteroides eggerthii, Bacteroides capsillosis, Bacteroides buccalis, Bacteroides corporis, Bacteroides gracilis, Bacteroides levii, Bacteroides caccae, Bacteroides ureolyticus; Prevotella melanino-genica, Prevotella intermedia, Prevotella bivia, Prevotella corporis, Prevotella splanchnicus, Prevotella oralis, Prevotella disiens, Prevotella rumenicola, Prevotella oris, Prevotella buccae, Prevotella denticola; Porphyromonas asaccharolyticus, Porphyromonas gingivalis; Bifidobacterium spp.; Bilophila wadsworthia; Clostridium perfringens, Clostridium bifermentans, Clostridium ramosum, Clostridium sporogenes, Clostridium cadaveris, Clostridium difficile, Clostridium sordellii, Clostridium butyricum, Clostridium clostridiiformis, Clostridium innocuum, Clostridium subterminale, Clostridium tertium; Eubacterium lentum, Eubacterium aerofaciens; Fusobacterium mortiferum, Fusobacterium necrophorum, Fusobacterium nucleatum, Fuso-bacterium varium; Mobiluncus curtisii, Mobiluncus mulieris; Peptostreptococcus anaerobius, Peptostreptococcus micros, Peptostreptococcus saccharolyticus; Peptococcus saccharolyticus, Peptococcus asaccharolyticus, Peptococcus magnus, Peptococcus prevotii; Propionibacterium acnes, Propionibacterium avidium, Propionibacterium granulosum; Veillonella parvula; Wolinella recta, Enterococcus faecium, Stenotrophomonas (Xanthomonas) maltophilia e Staphilococcus resistentes à meticilina têmse mostrado resistentes ao meropenem. Farmacocinética clínica - Uma infusão de 30 minutos de uma dose única de MERONEM IV em voluntários sadios resulta em picos de níveis plasmáticos de aproximadamente 11 mcg/ml para doses de 250 mg; 23 mcg/ml para doses de 500 mg; 49 mcg/ml para doses de 1,0 g e 115 mcg/ml após dose de 2,0 g. Uma injeção IV em bolus com duração de 5 minutos em voluntários sadios resulta em picos de níveis plasmáticos de aproximadamente 52 mcg/ml para a dose de 500 mg e 112 mcg/ml para a dose de 1,0 g. Após administração IV de 500 mg, os níveis plasmáticos de meropenem declinam até valores de 1 mcg/ml ou menos, 6 horas após a administração. Quando múltiplas doses são administradas a indivíduos com função renal normal, em intervalos de 8 horas, não há ocorrência de acúmulo de meropenem. Em indivíduos com função renal normal, a meia-vida de eliminação de meropenem é de aproximadamente 1 hora. A ligação de meropenem às proteínas plasmáticas é de aproxi-madamente 2%. Aproximadamente 70% da dose IV administrada é recuperada como meropenem inalterado na urina após 12 horas. Depois desse período uma pequena excreção urinária é detectável. As concentrações urinárias de meropenem em excesso de 10 mcg/ml são mantidas por até 5 horas com a dose de 500 mg. Não foi observado acúmulo de meropenem no plasma ou urina com regimes que utilizam 500 mg administrados a cada 8 horas, ou 1,0 g administrado a cada 6 horas em voluntários com função renal normal. Meropenem possui um metabólito microbiologicamente inativo. Meropenem tem boa penetração na maioria dos tecidos e fluidos corporais, incluindo o líquido cérebro-espinhal de pacientes com meningite bacteriana, alcançando concentrações acima das requeridas para inibir a maioria das bactérias. Estudos farmacocinéticos com a formulação IM demonstram que a concentração máxima após dose de 500 mg é de 11,2 mcg/ml e a meia-vida de eliminação é de 1,5 hora. A biodisponibilidade de meropenem, determinada pela área sob a curva (ASC), após injeção IM é de 93,8%. Quando esse valor é comparado com o da formulação IV, conclui-se que as formulações são bioequivalentes. Após a administração de múltiplas doses em intervalos de 8 horas, as concentrações no estado estável de equilíbrio dinâmico são aproximadamente 20% maiores que após dose única. Estudos em neonatos e crianças demonstraram que a farmacocinética de meropenem em crianças é similar àquela para adultos. A meia-vida de eliminação esteve aumentada para aproximadamente 1,75 hora em crianças com idades entre 3 e 5 meses. As concentrações de meropenem aumentam com o aumento da dose na faixa de 10 a 40 mg/kg. Estudos farmacocinéticos em pacientes com insuficiência renal demonstraram que o clearance plasmático de meropenem se correlaciona com o clearance de creatinina. Em indivíduos com função renal alterada são necessários ajustes de dose. Estudos farmacocinéticos em idosos demonstraram uma redução no clearance plasmático de meropenem, que se correlacionou com a redução no clearance de creatinina associada à idade. Estudos farmacocinéticos em pacientes com doença hepática não demonstraram efeitos da mesma sobre a farmacocinética do meropenem. INDICAÇÕES - MERONEM IV é indicado para o tratamento das seguintes infecções em adultos e crianças, causadas por uma única ou múltiplas bactérias sensíveis e como tratamento empírico anterior à identificação do microrganismo causador: Infecções do trato respiratório inferior, Infecções do trato urinário, incluindo infecções complicadas, Infecções intra-abdominais, Infecções ginecológicas, incluindo infecções puerperais, Infecções de pele e anexos, Meningite, Septicemia, Tratamento empírico, incluindo monoterapia inicial para infecções presumidamente bacterianas, em pacientes neutropênicos, Infecções polimicrobianas: devido ao seu amplo espectro de atividade bactericida contra bactérias gram-positivas e gram-negativas, aeróbias e anaeróbias, meropenem é útil para o tratamento de infecções polimicrobianas. Fibrose cística: MERONEM IV foi avaliado em pacientes com fibrose cística e infecções crônicas do trato respiratório inferior como terapia periódica. Os dados disponíveis têm demonstrado uma melhora clínica, apesar do patógeno não ter sido sempre erradicado. CONTRA-INDICAÇÕES - MERONEM IV é contra-indicado para pacientes que tenham demonstrado hipersensibilidade ao produto. Pacientes com história de hipersensibilidade a antibióticos carbapenêmicos, penicilinas ou outros antibióticos beta-lactâmicos também podem ser hipersensíveis ao MERONEM IV. Como ocorre com todos os antibióticos beta-lactâmicos, raras reações de hipersensibilidade foram relatadas. PRECAUÇÕES - Como acontece com outros antibióticos, pode ocorrer super-crescimento de organismos não-sensíveis, sendo então necessárias repetidas avaliações de cada paciente. Raramente, foi relatada a ocorrência de colite pseudo-membranosa, assim como ocorre com praticamente todos os antibióticos. Desse modo, é importante considerar o diagnóstico de colite pseudomembranosa em pacientes que apresentem diarréia em associação ao uso de MERONEM IV. Uso pediátrico: A eficácia e a tolerabilidade em neonatos com idade inferior a 3 meses não foram estabelecidas Portanto, MERONEM IV não é recomendado para uso nessa faixa etária. Pacientes com disfunção hepática: Pacientes portadores de doença hepática preexistente, devem ter a função hepática monitorada durante o tratamento com MERONEM IV. Gravidez: A segurança de MERONEM IV na gravidez humana não foi estabelecida, apesar de os estudos em animais não terem demonstrado efeitos adversos no feto em desenvolvimento. MERONEM IV não deve ser usado na gravidez, a menos que os benefícios potenciais para a paciente justifiquem os riscos potenciais para o feto, segundo critério médico. Lactação: O meropenem é detectável em concentrações muito baixas no leite de animais. MERONEM IV não deve ser usado em mulheres que estejam amamentando, a menos que os benefícios potenciais justifiquem o risco potencial para o bebê. Pacientes com insuficiência renal: Veja recomendações no item Posologia. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - A probenecida compete com meropenem pela secreção tubular ativa e, então, inibe a excreção renal do meropenem, provocando aumento da meia-vida de eliminação e da sua concentração plasmática. Uma vez que a potência e a duração da ação de meropenem administrado sem a probenecida são adequadas, não se recomenda a co-administração de MERONEM IV e probenecida. O efeito potencial de MERONEM IV sobre a ligação de outras drogas às proteínas plasmáticas e o metabolismo não foi estudado. No entanto, a ligação às proteínas é tão baixa que não se espera que haja interação com outras drogas. MERONEM IV foi administrado concomitantemente com outros medicamentos sem interações adversas aparentes. MERONEM IV pode reduzir os nivéis séricos de ácido valpróico. Entretanto, não foram conduzidos estudos de interação com drogas específicas, além do estudo com a probenecida. REAÇÕES ADVERSAS - MERONEM IV é geralmente bem tolerado. As reações adversas sérias são raras e dificilmente requerem interrupção da terapia. A maioria das reações adversas foram relatadas em menos de 1% dos pacientes tratados e consistem em: Reações locais após injeção intravenosa: incluem inflamação e tromboflebite. Dor é raramente notada, Reações alérgicas sistêmicas: raramente podem ocorrer reações alérgicas sistêmicas (hipersensibilidade) após administração de meropenem. Essas reações podem incluir angioedema e manifestações de anafilaxia, Pele: rash, prurido e urticária. Raramente foram observadas reações severas de pele, tais como eritema multiforme, Síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidermal tóxica, Trato gastrintestinal: náusea, vômito e diarréia, Sangue: eosinofilia, leucopenia, neutropenia (incluindo alguns raros casos de agranulocitose), trombocitemia e trombocitopenia. Teste de Coombs positivo, direto ou indireto, pode se desenvolver, Função hepática: aumentos nas transaminases séricas, na bilirrubina, na fosfatase alcalina e na deidrogenase láctica, sozinha ou em combinação, têm sido reportados, Sistema nervoso central: cefaléia, parestesia. Convulsões foram reportadas com pouca freqüência, apesar de uma relação causal não ter sido estabelecida, Outras: candidíase oral e vaginal. POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO - Adultos - A faixa de dosagem é de 1,5 g a 6,0 g diários, divididos em três administrações. Dose usual: 500 mg a 1 g a cada 8 horas, dependendo do tipo e da gravidade da infecção, da sensibilidade conhecida ou esperada do patógeno e das condições do paciente. Exceções: 1) Episódios de febre em pacientes neutropênicos - 1 g a cada 8 horas. 2) Meningite/fibrose cística - 2 g a cada 8 horas. Assim como com outros antibióticos, deve-se ter cautela ao usar meropenem em pacientes em estado grave portadores de infecções diagnosticadas ou suspeitas do trato respiratório inferior causadas por Pseudomonas aeruginosa. Testes regulares de sensibilidade são recomendados no tratamento de infecções por Pseudomonas aeruginosa. MERONEM IV deve ser administrado como injeção intravenosa em bolus por aproximadamente 5 minutos ou por infusão intravenosa de aproximadamente 15 a 30 minutos (ver Reconstituição, Compatibilidade e Estabilidade). Posologia para adultos com função renal alterada - A dose deve ser reduzida em pacientes com clearance de creatinina inferior a 51 ml/min, como esquematizado abaixo:






MERONEM IV é eliminado da circulação por hemodiálise. Caso seja necessária a continuidade do tratamento com MERONEM IV, a unidade de dose baseada no tipo e na gravidade da infecção é recomendada no final do procedimento de hemodiálise, para reinstituir tratamento efetivo. Não existe experiência com diálise peritoneal. Uso em adultos com insuficiência hepática - Não é necessário ajuste de dose em pacientes com disfunção no metabolismo hepático. Uso em idosos - Não é necessário ajuste de dose para idosos com função renal normal ou com valores de clearance de creatinina superiores a 50 ml/min. Posologia para crianças - Para crianças acima de 3 meses de idade e até 12 anos, a dose intravenosa é de 10 a 40 mg/kg a cada 8 horas, dependendo do tipo e da gravidade da infecção, da sensibilidade conhecida ou esperada do patógeno e das condições do paciente. Em crianças com peso superior a 50 kg, deve ser utilizada a posologia para adultos. Exceções: (1) Episódios de febre em pacientes neutropênicos - 20 mg/kg a cada 8 horas; (2) Meningite/fibrose cística - 40 mg/kg a cada 8 horas. MERONEM IV deve ser administrado como injeção intravenosa em bolus por aproximadamente 5 minutos ou por infusão intravenosa de aproximadamente 15 a 30 minutos. Não há dados disponíveis que comprovem a eficácia em crianças com função renal alterada. RECONSTITUIÇÃO, COMPATIBILIDADE E ESTABILIDADE - Injeção intravenosa em bolus: MERONEM IV deve ser reconstituído em água estéril para injeção (5 ml para cada 250 mg), conforme tabela abaixo. Essa reconstituição fornece uma solução de concentração final de 50 mg/ml. As soluções reconstituídas são claras ou amarelo-pálidas.
FRASCO CONTEÚDO DO DILUENTE A SER ADICIONADO
500 mg 10 ml
1 g 20 ml
Para infusão intravenosa, os frascos-ampolas de MERONEM IV podem ser diretamente reconstituídos com um fluido de infusão compatível e posteriormente diluído com um fluido de infusão compatível, como necessário. Recomenda-se que as soluções de MERONEM IV sejam preparadas imediatamente antes do uso. Entretanto, as soluções reconstituídas de MERONEM IV mantêm potência satisfatória à temperatura ambiente (15-25oC) ou sob refrigeração (4oC), como está listado na tabela a seguir. MERONEM IV não deve ser misturado ou adicionado a soluções que contenham outras drogas. As soluções de MERONEM IV não devem ser congeladas.
ESTABILIDADE DE MERONEM IV RECONSTITUÍDO
DILUENTE PERÍODO DE ESTABILIDADE (horas) (15-25oC) (4oC)
Frascos reconstituídos com água para injeção, para administração em bolus 8 48
Infusões (1-20 mg/ml) preparadas com:cloreto de sódio 0,9% 10 48
soro glicosado 5% 3 18
soro glicosado 10% 2 8
soro glicosado 5% e cloreto de sódio 0,9% 3 14
soro glicosado 5% e cloreto de sódio 0,2% 3 18
soro glicosado 5% e cloreto de potássio (KCl) 0,15% 3 18
soro glicosado 5% e bicarbonato de sódio (NaHCO3) 0,02% 2 18
soro glicosado 5% em solução de lactato de Ringer 3 18
soro glicosado 5% e cloreto de sódio 0,18% 4 20
soro glicosado 5% em Normosol-M 3 20
soro glicosado 2,5% e cloreto de sódio 0,45% 2 24
manitol 2,5% 4 20
manitol 10% 3 20
injeção de Ringer 8 48
injeção de lactato de Ringer 8 48
injeção de lactato Ringer 1/6 N 8 24
injeção de bicarbonato de sódio 5% 3 16
dextran 70 a 6% em cloreto de sódio 0,9% 4 24
dextran 70 a 6% em cloreto de sódio 5% 2 18
SUPERDOSAGEM - As propriedades farmacológicas e o modo de usar tornam improvável que a superdosagem intencional ocorra. Superdosagem acidental pode ocorrer durante o tratamento, principalmente em pacientes com função renal alterada. O tratamento deve ser sintomático. Em indivíduos normais ocorrerá rápida eliminação renal. Em pacientes com função renal alterada, a hemodiálise removerá MERONEM IV e seu metabólito. ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E EMBORA AS PESQUISAS REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA, QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RES-PONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. Registro MS-1.1618.0056 - Farm. Resp.: Dra. Magda C.C.Silveira CRF-SP 12.819 - Produzido por: Sumitomo Pharmaceuticals Co. Ltd. Osaka / Japão Acondicionado por: AstraZeneca UK Ltd. Macclesfield / Reino Unido Importado e distribuído por: AstraZeneca do Brasil Ltda. Rodovia Raposo Tavares, km 26,9 - Cotia - SP - CNPJ: 60.318.797/0001-00 - ® Marca Registrada da AstraZeneca UK Ltd. Lote, data de fabricação e validade: vide cartucho. Centro de Atendimento ao Consumidor Telefone: 0800-145578