III & Fungos Destacará Infecções
Fúngicas em Pacientes Graves


Entrevista com a Profa. Dra. Maria Luiza Moretti
Professora Titular de Infectologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Diretora do Laboratório de Epidemiologia Molecular em Doenças Infecciosas – LEMDI da Unicamp.


Por Luciana Rodriguez



O III & Fungos que será realizado dia 28 de outubro no Centro de Convenções da Universidade de Campinas reunirá temas do interesse de diferentes profissionais envolvidos com infecções fúngicas, proporcionando a divulgação e atualização desta área. Organizado pela disciplina de Infectologia da Universidade de Campinas, o evento tem como meta alcançar especialmente profissionais do interior do Estado de São Paulo, por esta razão será realizado em Campinas, que é uma cidade de fácil acesso.

Segundo a Dra. Maria Luiza Moretti, entre os temas da programação científica serão abordados aspectos atuais da infecção fúngica no paciente gravemente enfermo, dificuldades terapêuticas, diagnóstico das infecções fúngicas, inclusive novos métodos diagnósticos. Quanto ao tratamento será enfocada especialmente a chamada terapêutica preemptiva no recém-nascido, na criança, no paciente gravemente enfermo, em neutropênicos e em populações de alto risco para infecção fúngica. Além disso, fará parte da programação um tema de grande relevância: infecções fúngicas em pacientes com HIV. “Abordaremos as infecções fúngicas em pacientes portadores de HIV e de que maneira a epidemia de Aids teve um impacto na modificação das micoses endêmicas, na histoplasmose, na criptococose, etc. Outro assunto com o qual temos muita preocupação, pois é de difícil diagnóstico e terapêutica, é a infecção fúngica do sistema nervoso central. Uma das mesas-redondas que preparamos é sobre o manejo do paciente com infecção fúngica no sistema nervoso central, principalmente porque em pacientes gravemente enfermos freqüentemente este tipo de infecção acomete o sistema nervoso central, que é difícil tratarmos e que pouco conhecemos sobre a atuação de drogas antifúngicas. É uma programação bastante diversificada, que também dará espaço à discussão de casos clínicos que sempre chamam muita atenção”, adianta Dra. Moretti.

A intenção da comissão organizadora do evento é alcançar todo o público envolvido com infecções fúngicas: intensivistas, hematologistas, pediatras, neonatologistas, e não somente infectologistas. “Para levarmos o conhecimento a diferentes profissionais, inserimos na programação temas como, por exemplo, o de uma neonatologista que falará sobre terapêutica preemptiva em berçário de alto risco, um neurologista que debaterá na área de infecções fúngicas. Procuramos abrir espaço para discutir um pouco sobre diagnóstico para não-médicos, pois muitos profissionais, como biólogos, bioquímicos, farmacêuticos e enfermeiros têm lidado com infecções fúngicas. Além disso, como um dos objetivos do evento é a educação médica continuada, buscamos trazer alunos tanto da graduação quanto da pós-graduação para ampliarem o conhecimento nesta área”, conclui a infectologista.