Câncer Colorretal


Dra. Cacilda Maria Rogério Furtado1 - Ione Jayce Ceola Schneider2
1Médica Oncologista. Diretora Técnica da Climama.
Chefe do Serviço de Oncologia Clínica do Cepon/SC. Florianópolis/SC.
2Fisioterapeuta. Fisioterapeuta da Climama. Florianópolis/SC.


Dra. Cacilda Maria Rogério Furtado (à esq.)
e Ione Jayce Ceola Schneider


Atualmente, o câncer de cólon é um sério problema de saúde pública. Segundo o INCA, as estimativas para o ano de 2005 no Brasil apontam o câncer colorretal como o 4º tumor maligno mais freqüente para ambos os sexos. A maior incidência de casos ocorre na faixa etária entre 50 e 70 anos, mas as possibilidades de desenvolvimento já aumentam a partir dos 40 anos.

Os principais fatores de risco são: idade acima de 50 anos; história familiar de câncer de cólon e reto; história pessoal pregressa de câncer de ovário, endométrio ou mama; dieta com alto conteúdo de gordura, carne e baixo teor de cálcio; obesidade e sedentarismo. Também são fatores de risco doenças inflamatórias do cólon como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn; algumas condições hereditárias (polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC).

A cirurgia é o tratamento primário. Após o tratamento cirúrgico, a radioterapia associada ou não à quimioterapia é utilizada para diminuir a possibilidade de recidiva.

A quimioterapia é indicada para pacientes com linfonodos positivos ou metástases em outros órgãos. Os esquemas quimioterápicos para tratamento adjuvante sofreram ao longo dos anos inúmeras modificações. Houve melhores resultados com menores taxas de recorrência e melhor sobrevida quando os pacientes passaram a receber associações incluindo 5-FU e leucovorina e, mais recentemente, esquemas com a adição de irinotecano ou oxaliplatina vêm sendo cada vez mais utilizados. Os esquemas incluindo oxaliplatina parecem de melhor tolerância aos pacientes. A adição de anticorpos monoclonais tem apresentado bons resultados aos pacientes.

O cetuximab é indicado para o tratamento de pacientes que têm câncer colorretal metastático que tem expressado receptor para fator de crescimento epidermal. Está indicado o uso em combinação com o irinotecano, para pacientes que tiveram progressão de doença após quimioterapia com irinotecano. Também pode ser usado como agente único, para pacientes que não toleram esquemas de quimioterapia baseados em irinotecano. A associação com irinotecano alcança uma taxa de resposta objetiva de 6,7 meses, enquanto como agente único, é de 4,2 meses.

Outro anticorpo monoclonal, o bevacizumab, se liga e neutraliza seletivamente a atividade biológica do fator de crescimento do endotélio vascular humano (VEGF), indicado para o tratamento de primeira linha de câncer de cólon metastático; quando associado a 5-FU/LV demonstrou sobrevida livre de progressão de 8,8 meses, a taxa de resposta global foi de 39% e a duração da resposta (mediana) foi de 8,5 meses.

Os avanços no tratamento do câncer de cólon metastático têm garantido uma melhor sobrevida aos portadores da doença.

REFERÊNCIAS

1. Roche. Avastin. Disponível on-line no site: http://www.roche.com.br/Products/avastin_PT.htm
2. Merck. Erbitux. Disponível on-line no site: http://www.erbitux-international.com/servlet/PB/menu/1322270/index.html
3. Guimarães JRQ. Manual de oncologia. São Paulo: BBS Editora; 2004.
4. Instituto Nacional de Câncer. Câncer de cólon e reto. Disponível on-line no site: www.inca.gov.br